Quando dinheiro não é a solução
30 de abril de 2009 Geral
É comum grande parte das empresas recém criadas enfrentarem o seguinte problema: se faz necessário contar com colaboradores qualificados, porém, o capital de giro não possui volume suficiente para manter bons salários. Quando isso acontece – e o único benefício que a empresa oferece é a remuneração mensal – é certo que o colaborador se sentirá desmotivado. Então, como estimular nossos excepcionais funcionários e mantê-los motivados dentro do ambiente empresarial mesmo com pouco dinheiro no bolso?
Não há dúvida que manter salários compatíveis com a média do mercado é importante para não haver desmotivação, o problema é que uma remuneração mediana apenas garantirá isso, ou seja, ela não motivará apenas não desmotivará, entendeu? Mesmo que seu colaborador receba aumento de salário, isso será suficiente apenas por pouco tempo.
As maneiras de motivar colaboradores são várias e vão desde um simples “bom dia” dado pelo chefe ao happy hour nas sextas-feiras, porém, nenhuma delas se iguala a dar um propósito para eles, fazer com que percebam que estão participando de algo nobre ao qual vale a pena suar a camisa.
O que percebi em minhas experiências como líder de projeto é que é preciso existir um motivo, uma causa, um elo que eleve aquilo em que os envolvidos estão trabalhando para algo perto do divino. Algo que ao ser concluído, aquele colaborador que “nem ganha tão bem assim” bata no peito e diga: “isso fui eu quem fiz”. Quando isso acontece, o que menos importa é quanto ele vai ganhar no fim do mês.
Criar esse ambiente não é tão difícil quanto parece. Abaixo enumero algumas atitudes que podem ajudar:
- 1. Estar disponível para se reunir com os colaboradores e (realmente) ouvi-los;
- 2. Criar um ambiente de trabalho aberto onde se possa discutir em pé de igualdade com todos os níveis hierárquicos;
- 3. Informar os colaboradores sobre os produtos e estratégias a implementar, sobre a forma como a empresa ganha e perde dinheiro e sobre o papel de cada colaborador no plano global;
- 4. Envolver os colaboradores na tomada de decisões que os afetam;
- 5. Abolir o posicionamento punitivo dentro da empresa;
- 6. Encorajar os colaboradores a assumirem os créditos e responsabilidades pelo seu trabalho e pelo ambiente de trabalho.
É claro que este artigo foi baseado em minha vivência como gestor, porém, nada impede que você, leitor, possa utilizar das linhas que escrevi como base para um novo tipo de relacionamento com seus colaboradores, afinal, eles não são chamados assim por acaso.
Boa sorte!



