Máquina para fazer tatuagem custa pouco e dá lucro
18 de agosto de 2009 CopiCola, Idéias inovadoras
Em São Paulo, uma empresa produz e vende maquininhas para tatuadores profissionais. O mercado cresce 20% ao ano no Brasil, segundo o Sindicato das Empresas de Tatuagem. E o acesso a materiais de melhor qualidade garante o bom desempenho do setor.
Quem se dispõe a fazer uma tatuagem tem que ter muita certeza dessa escolha. Afinal, decorar a pele com bailarinas, dragões, ou frases, pode ser definitivo. O resultado de um desenho perfeito depende do profissional. E também de uma maquininha. É nela que são colocadas as agulhas que furam a pele para injetar as tintas.
E foi na hora de tatuar o corpo que o metalúrgico Leandro Baraldi teve a ideia de uma boa oportunidade de negócio: desenvolver uma máquina de tatuagem. “A ideia surgiu quando eu quis fazer uma tatuagem na minha perna e vi a máquina de tatuagem que o profissional estava usando. Pedi pra ele para tentar fazer uma melhor”, lembra o empresário.
Sem maquinário, Leandro pediu ajuda ao patrão.
“Eu fazia na empresa. Com as máquinas da firma que o dono emprestava para mim, deixava eu usar um tempo para fazer as máquinas”, explica Baraldi.
René Murad foi o primeiro tatuador a experimentar a maquininha de Leandro. E aprovou, apesar de na época ter uma importada da Inglaterra. “Quando o Leandro viu, ele que é curioso, disse: ‘René, eu consigo fazer isso’. Eu duvidei. Mas aí foi dito e feito: em menos de duas semanas ele me apareceu com uma maquininha que ele mesmo havia produzido. Quando testei, não acreditei que a dele era melhor do que a importada que eu tinha”, revela o tatuador.
Leandro não pensou duas vezes. Deixou o emprego com carteira assinada e montou uma pequena fábrica. “O dinheiro que levava um mês para receber na firma, consegui em uma semana com essas dez máquinas”, afirma Leandro.
No começo, a fábrica tinha poucos equipamentos. Só o suficiente para garantir a entrega das primeiras peças para uma rede de lojas de tatuagem de São Paulo. Hoje as vendas estão acima do esperado. “A gente tem um contrato firmado de 400 máquinas. Em média, 500 a 600 máquinas mensais”, observa o revedendor Jack Tattoo.
A venda nas lojas representa 70% da produção da fábrica. O restante é enviado para clientes de outros estados. No atacado, cada máquina de tatuagem custa R$ 80 reais. Leandro Baraldi quer comprar mais equipamentos para dobrar a produção. Ele confia na qualidade da maquininha que inventou.
“Nós conseguimos melhorar a potência da máquina e fazer uma batida mais perfeita da máquina para não haver falha. Começamos a mexer no design da máquina, para ficar cada vez ficar mais bonita, ter um aspecto mais legal”, completa Leandro.
Existem 25 modelos. Os mais vendidos são o telefone dial, o bola 8, a flor e o dragão. Um estilo bem diferente da primeira maquininha produzida, em 2004. Wil Róbson faz até cem tatuagens por mês. Ele é um dos clientes fiéis da fábrica. O estúdio montado há cinco anos foi equipado com as maquininhas do Leandro.
“Tenho seis só para mim, duas que uso no dia a dia e mais quatro como step, caso dê algum problema ou se alguma quebrar. E alguma peça de reposição para não ter que fazer manutenção na hora”, explica o tatuador.
Montar uma fábrica de maquininhas de tatuagem custa cerca de R$ 80 mil. É o dinheiro necessário para comprar matéria-prima e equipamentos como torno, prensa, rosqueadeira, furadeira, máquina de enrolar bobina e máquina policorte. Já para ser tatuador o investimento é bem menor. Um kit completo com a maquininha, as agulhas e tintas, custa cerca de R$ 300.
“Cada dia o mercado da tatuagem no Brasil se expandindo mais. O preconceito com a tatuagem está diminuindo muito em comparação com alguns anos atrás. Então, é um mercado que tem tudo a melhorar”, aposta Leandro.
Fonte: PEGN



