O caminho para vender ao governo

  • Delicious
  • Facebook
  • Digg
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Twitter

brasilia_planaltoAté o início do ano passado, a Brando Auto Center, de Aracaju, tinha 17 funcionários e um faturamento mensal em torno de R$ 50 mil. O dono, Everton Pinheiro, não estava satisfeito. Ele sonhava em expandir o negócio rapidamente. Decidiu, então, oferecer serviços de manutenção para os veículos do governo de Sergipe. Começou a atender o seu primeiro cliente do setor público em março de 2008. Um ano depois, a receita da oficina havia quadruplicado – para R$ 200 mil por mês. O número de empregados saltou para 51, sem contar os terceirizados.

Para se tornar fornecedor do governo, Pinheiro cadastrou-se no site do estado e obteve uma senha de acesso que lhe permitiu participar de um pregão eletrônico, o sistema de concorrência via internet no qual as empresas fazem suas propostas para conquistar determinado contrato. A cada clique, Pinheiro disputava o cliente palmo a palmo com empresas de diferentes portes. Um dos fatores que contribuíram para a sua vitória foi a estrutura da oficina, segundo o empresário. ‘Na apresentação da proposta, informamos que tínhamos cinco elevadores de veículos, enquanto os concorrentes de mesmo porte tinham só dois’, diz.

Assim que foi eleito o vencedor do pregão, o empresário recebeu a visita de fiscais interessados em conferir a capacidade de atendimento da oficina – e teve que correr para pagar dívidas atrasadas de ICMS. É que uma das exigências para virar fornecedor do governo, seja municipal, estadual ou federal, é estar em dia com toda a documentação e obrigações fiscais. Aliás, durante toda a vigência do contrato é preciso manter-se nos trilhos para não correr o risco de ter os pagamentos suspensos.

Empresas como a Brando Auto Center têm tido cada vez mais espaço nas licitações públicas. É que a Lei Geral, de 2006, instituiu tratamento diferenciado aos micro e pequenos negócios. Empresas de porte menor têm atualmente prioridade nas licitações envolvendo compras governamentais com valores de até R$ 80 mil. E, independentemente do valor do contrato, se um candidato de pequeno porte fizer uma proposta até 10% superior ao melhor preço de uma empresa média ou grande, terá o direito de rever o valor proposto e, assim, melhorar suas chances na disputa.

Fonte: PEGN
Related Posts with Thumbnails