Mantega oficializa decisão de comprar até US$ 10 bi em notas do FMI
6 de outubro de 2009 CopiCola
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, oficializou nesta segunda-feira a decisão de firmar um Acordo de Compra de Notas (ACN) de emissão do Fundo Monetário Internacional (FMI) no montante de até US$ 10 bilhões. O governo já tinha anunciado o aporte em junho, quando o ministro disse que o Brasil compraria esse montante em títulos a serem emitidos pelo FMI futuramente, conforme houvesse necessidade.
O uso dos recursos brasileiros fará com que o país seja, pela primeira vez, credor do FMI – e não devedor. “A compra de notas (pelo Banco Central) envolverá a aquisição de ativos emitidos pelo FMI e imediatamente conversíveis em moedas de liquidez internacional, se necessário. Portanto, é uma operação que apenas altera a composição das reservas internacionais do país, contribuindo para sua diversificação”, informou a assessoria de comunicação da Fazenda em comunicado.
A definição de assinar o acordo saiu de reunião entre o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, e Mantega, que está em Istambul em evento do organismo. O acerto será encaminhado a técnicos do governo para revisão final e, em seguida, para a Diretoria Executiva do Fundo visando à aprovação. Com esse aval, o ACN será assinado pelo Brasil e pelo órgão multilateral.
O comunicado distribuído pela Fazenda destaca que o governo brasileiro estabeleceu que o acordo durará dois anos. As notas serão emitidas mediante a necessidade de recursos do FMI e terão os mesmos prazos de repagamento que vigoram nos empréstimos do Fundo, de três anos e um trimestre de carência e cinco anos de prazo total. “[As notas] Serão denominadas em direitos especiais de saque (DES), com juros pagos trimestralmente, baseados na taxa de juros do DES. Essa taxa de juro é a média ponderada das taxas de juro de curto prazo dos EUA, zona do euro, Japão e Reino Unido, estando atualmente em 0,25%”, segundo o texto.
O ACN faz parte da iniciativa de elevar a capacidade de empréstimo do FMI, acordada pelos integrantes do G-20. Assim como o Brasil, China, Índia e Rússia também optaram pela modalidade de compra de notas.
Fonte: Época Negócio



